Agro do Triângulo monitora queda do petróleo e negociações do Plano Safra 2026/27

O agronegócio no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba inicia o período com atenções voltadas para a geopolítica global e as políticas de crédito nacionais. A redução das tensões no Oriente Médio provocou a queda nos preços do petróleo, o que gera uma perspectiva positiva para os custos de logística, combustíveis e produção de fertilizantes. Para o produtor regional, essa movimentação internacional é crucial, pois impacta diretamente o valor do diesel utilizado no preparo do solo e no escoamento das safras locais.
Simultaneamente, o setor aguarda as definições do Plano Safra 2026/27. Entidades do agronegócio pressionam o Governo Federal por um orçamento superior a R$ 600 bilhões, buscando facilitar o acesso ao crédito e mitigar os altos custos financeiros. O cenário é de cautela para os produtores de grãos, visto que em praças como Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas, o milho segue negociado na casa dos R$ 54,00, refletindo a pressão de estoques globais elevados e o avanço da segunda safra.
No setor da pecuária, o clima é de maior otimismo em comparação aos grãos. O boi gordo apresentou valorização na primeira metade de junho, com a arroba operando acima de R$ 350 em diversas regiões produtoras de Minas Gerais. A oferta controlada e a perspectiva de aumento nas exportações sustentam essa recuperação, embora o mercado futuro ainda mantenha certa cautela devido às oscilações da demanda chinesa.
Para a próxima temporada, o produtor deve monitorar de perto a oferta global de fertilizantes, especialmente potássio e nitrogenados, dado que o Brasil ainda importa cerca de 80% desses insumos. A combinação entre a definição do novo Plano Safra e a estabilização dos preços do petróleo será determinante para o planejamento financeiro e as decisões de plantio no segundo semestre. Com informações de Regionalzão.



