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Araxá intensifica monitoramento do barbeiro transmissor da doença de Chagas na zona rural

·há 1h·Araxá, MG
Araxá intensifica monitoramento do barbeiro transmissor da doença de Chagas na zona rural
Araxá intensifica monitoramento do barbeiro transmissor da doença de Chagas na zona rural

A Vigilância Ambiental de Araxá iniciou o levantamento anual de controle da doença de Chagas para monitorar a presença do barbeiro, inseto transmissor da enfermidade, em propriedades rurais do município. A meta da equipe de combate às endemias é visitar pelo menos 20% das localidades rurais, realizando inspeções detalhadas em residências, currais e galinheiros, além de orientar os moradores sobre práticas de prevenção e higiene.

Durante as vistorias, os agentes focam na identificação do Panstrongylus megistus, espécie de barbeiro com alta capacidade de adaptação ao ambiente doméstico e principal vetor epidemiológico na região. Atualmente, Araxá é classificada como uma área de médio risco para a doença, indicando que o inseto ainda pode ser encontrado de forma esporádica em diversas áreas do município, exigindo vigilância constante.

Dados da Vigilância Epidemiológica revelam um cenário positivo: Araxá não registra casos agudos da doença de Chagas há duas décadas. Os registros atuais referem-se apenas a casos crônicos, em pacientes que foram infectados há muitos anos. É importante ressaltar que a transmissão ocorre pelo contato das fezes do inseto contaminado com mucosas ou ferimentos, e não diretamente pela picada do animal.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que, ao encontrar um possível barbeiro, o morador não deve esmagá-lo. O procedimento correto é capturá-lo com proteção nas mãos e encaminhá-lo para análise em um dos dois postos de informação da cidade. Caso a contaminação seja confirmada no inseto, a residência passa por desinfecção específica e os moradores são submetidos a testes laboratoriais. Com informações de Jornal Araxá.