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Segurança

Cenipa aponta que helicóptero dos Bombeiros decolou com visibilidade abaixo do mínimo

·há 2h
Cenipa aponta que helicóptero dos Bombeiros decolou com visibilidade abaixo do mínimo
Cenipa aponta que helicóptero dos Bombeiros decolou com visibilidade abaixo do mínimo

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório final sobre a queda do helicóptero Arcanjo 4, do Corpo de Bombeiros, que resultou na morte de seis pessoas em outubro de 2024. Segundo o documento, a aeronave decolou com visibilidade estimada em apenas 180 metros, enquanto o mínimo exigido para aquele tipo de voo era de um quilômetro. O acidente ocorreu na Serra do Amolar, em Ouro Preto, após a equipe prestar socorro a uma ocorrência de queda de avião monomotor.

A investigação detalha que o voo durou apenas 56 segundos. A tripulação teria perdido o contato visual com o solo cerca de 30 segundos após a decolagem, entrando em uma área de visibilidade reduzida. A análise classificou a tragédia como um "voo controlado contra o terreno", quando os pilotos não percebem a proximidade do obstáculo a tempo de evitar a colisão. O relatório destacou que a avaliação inadequada de riscos e a decisão de decolar em condições meteorológicas adversas foram fatores determinantes.

Além das questões climáticas, o Cenipa identificou falhas organizacionais e na preparação da equipe. Os pilotos não haviam participado do último treinamento obrigatório de gerenciamento de recursos da tripulação e acumulavam funções administrativas e operacionais. O relatório menciona sinais de possível estafa do comandante nos dias que antecederam o acidente, embora a influência direta da fadiga tenha sido classificada como indeterminada na conclusão final.

Como resposta à tragédia, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais adotou novas medidas de segurança, incluindo a reorganização de escalas, suporte psicológico aos militares e revisão rigorosa de procedimentos operacionais. O Cenipa também recomendou à Anac que compartilhe os aprendizados com outras unidades aéreas públicas para prevenir novas ocorrências. As vítimas incluíam quatro militares e dois profissionais de saúde do Samu.

Com informações de G1 Minas Gerais.