Déficit no orçamento de Minas Gerais sobe para R$ 10,5 bilhões em nova revisão

O Governo de Minas Gerais atualizou as projeções financeiras para o orçamento de 2027, revelando uma situação fiscal ainda mais desafiadora para o estado. Em nova mensagem enviada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o governo retificou a estimativa de rombo fiscal, que saltou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. O acréscimo de R$ 1,64 bilhão no déficit reflete o descompasso entre a arrecadação estável e o aumento progressivo das despesas públicas.
De acordo com o documento oficial, a previsão de receita para o exercício permanece em R$ 144,99 bilhões. Contudo, os gastos estaduais foram recalculados para R$ 155,50 bilhões. Entre os fatores que pressionam o caixa mineiro estão o aumento das obrigações constitucionais em saúde e educação, além do crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo e o pagamento de juros da dívida pública com a União.
Para o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o cenário exige atenção redobrada de gestores municipais e da sociedade civil. A deterioração das contas estaduais pode impactar diretamente o fluxo de novos investimentos em infraestrutura regional, repasses discricionários e a execução de convênios em cidades polo como Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas, que dependem da saúde financeira do Tesouro estadual para projetos de grande porte.
A comparação com exercícios anteriores evidencia a gravidade do momento econômico. O déficit projetado para 2027 é mais que o dobro do registrado em 2026, quando o saldo negativo era de R$ 5,22 bilhões. A equipe econômica do estado agora enfrenta o desafio de articular com o Legislativo medidas que possam mitigar esse buraco financeiro antes da aprovação final da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Com informações de Regionalzão.



