Desafios geopolíticos globais pressionam exportações do agronegócio mineiro

O cenário econômico mundial atravessa uma fase de reconfiguração que impacta diretamente os produtores rurais de Minas Gerais. De acordo com análise do Sistema Faemg Senar, a crescente polarização entre potências como Estados Unidos e China, somada às novas exigências ambientais da União Europeia, impõe barreiras que vão além da eficiência produtiva. O protecionismo internacional e a fragmentação do comércio global exigem que o Brasil adote uma diplomacia comercial mais técnica e menos ideológica.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, regiões que formam o coração produtivo do estado, as restrições regulatórias são vistas com preocupação. Setores como a pecuária de corte e a produção de grãos enfrentam sobretaxas e exigências rigorosas de rastreabilidade. Em Minas Gerais, cadeias específicas como a do mel já sentem os efeitos práticos desse novo cenário, tendo perdido cotas importantes de exportação para o mercado europeu recentemente.
O presidente da Faemg destaca que a manutenção da competitividade depende da capacidade do país em negociar com múltiplos parceiros sem restrições. A imposição de barreiras burocráticas e a utilização de mecanismos de proteção por parte de grandes compradores mundiais desafiam a balança comercial mineira. O setor produtivo defende que o Brasil exerça uma liderança mais firme nas negociações do Mercosul para preservar investimentos no campo.
Com informações de Regionalzão.



