Divisão da direita mineira no Senado favoreceu eleição de Marília Campos em 2026

A análise das eleições de 2026 para o Senado em Minas Gerais revela que a fragmentação do voto de direita foi determinante para a configuração das duas cadeiras no estado. Enquanto Domingos Sávio (PL) consolidou sua liderança com mais de 4,9 milhões de votos, a disputa pela segunda vaga evidenciou um racha estratégico. O apoio explícito de Nikolas Ferreira ao candidato Marco Antônio Superman (Novo) pulverizou o eleitorado conservador, impactando diretamente o desempenho de Carlos Viana (PSD).
Os números finais mostram que Marília Campos (PT) conquistou a segunda vaga com 3,9 milhões de votos, superando Carlos Viana por uma diferença de 407 mil votos. Superman, impulsionado pela campanha de Nikolas na reta final, alcançou 1,8 milhão de votos. Embora não se possa garantir a transferência automática de votos, a matemática eleitoral sugere que a insistência em uma terceira via dentro da direita retirou o fôlego necessário para que Viana mantivesse sua cadeira no Senado.
Especialistas apontam que a estratégia de Nikolas Ferreira visava fortalecer aliados ideológicos mais próximos, mas o resultado prático foi a abertura de espaço para o crescimento da esquerda na bancada mineira. Carlos Viana, após o pleito, lamentou publicamente a divisão, criticando a falta de unidade no campo conservador. O cenário reforça a importância das alianças regionais no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde o voto útil costuma definir pleitos majoritários.
Com informações de Regionalzão.



