EUA avaliam novas tarifas que podem impactar exportações do Triângulo e Alto Paranaíba

O governo dos Estados Unidos analisa nesta semana a implementação de novas barreiras comerciais que representam uma ameaça direta às exportações brasileiras. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que taxas de até 25% e 12,5% podem atingir cerca de 4,1 mil mercadorias nacionais. O impacto financeiro estimado é de 14,9 bilhões de dólares em vendas externas sob risco de redução drástica.
A medida é discutida em audiência pública em Washington e pode elevar a taxação total de alguns itens industriais para 37,5%. O setor produtivo do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, forte exportador de produtos agrícolas e industriais, monitora a decisão com cautela. As justificativas do escritório comercial norte-americano envolvem divergências em temas de comércio digital e combate ao desmatamento.
Além das taxas por questões comerciais, Washington investiga práticas de trabalho forçado em 90 nações, incluindo o Brasil. Caso a acusação de ineficácia no combate a essas práticas prospere, uma sobretaxa adicional de 12,5% será aplicada. O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que o protecionismo pode encarecer as operações das próprias empresas americanas devido à integração das cadeias produtivas.
Para tentar reverter o cenário, o embaixador Roberto Azevêdo representa a indústria brasileira nas sessões oficiais de debate. A maioria dos palestrantes inscritos na audiência manifestou oposição às tarifas. A decisão final sobre a aplicação ou o arquivamento das novas taxas será anunciada na próxima quarta-feira, dia 15 de julho. Com informações de Regionalzão.



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