Impasse entre professores e escolas particulares de Minas segue para julgamento no TRT

A negociação salarial entre o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) e o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-MG) permanece sem solução após audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O encontro, realizado nesta segunda-feira, não resultou em acordo sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), levando a disputa para decisão judicial. Embora o Sinepe-MG tenha aceitado manter uma CCT única, o sindicato patronal condicionou a assinatura a mudanças em cláusulas de isonomia salarial e indenização por redução de carga horária.
A categoria dos docentes, que iniciou paralisação em parte do estado na última semana, já havia rejeitado propostas semelhantes anteriormente. O Sinpro Minas defende a manutenção dos direitos atuais sem desmembramentos entre educação básica e ensino superior, temendo a perda de benefícios históricos como bolsas de estudo e adicional extraclasse. Os professores pleiteiam um reajuste salarial de 3,77%, baseado no INPC, para recomposição das perdas inflacionárias.
Com a falta de consenso na mesa de negociação mediada pelo tribunal, o processo agora aguarda a marcação de uma data para julgamento oficial pelo TRT. O desfecho impacta diretamente o funcionamento de instituições privadas em todo o estado, incluindo as principais cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde as escolas seguem as diretrizes das entidades estaduais. Com informações de G1 Minas Gerais.

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