Economia

Minerais críticos podem injetar R$ 192 bilhões no PIB e gerar 750 mil empregos até 2050

·há 57 min
Minerais críticos podem injetar R$ 192 bilhões no PIB e gerar 750 mil empregos até 2050
Minerais críticos podem injetar R$ 192 bilhões no PIB e gerar 750 mil empregos até 2050

Um estudo detalhado da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) revela que a exploração e o processamento de minerais críticos no país têm o potencial de adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e criar até 750 mil novos empregos nas próximas décadas. A projeção foca na crescente demanda global por materiais como lítio, níquel e terras raras, fundamentais para a transição energética e a fabricação de veículos elétricos.

Para Minas Gerais, o cenário é estratégico e promissor. O estado, que possui forte tradição mineral e um parque industrial consolidado, aparece como um dos principais beneficiados na projeção. O estudo estima um impacto positivo de 3,8% no PIB mineiro, destacando a capacidade do estado em absorver não apenas a extração, mas também o processamento industrial e a inovação tecnológica ligada a esses recursos.

A análise compara dois caminhos: um focado na exportação de matéria-prima e outro voltado para a industrialização interna. A agregação de valor no território nacional, com investimentos previstos de R$ 120,9 bilhões, pode gerar quase o dobro de benefícios econômicos em relação ao modelo simplificado de exportação. Setores como a fabricação de máquinas elétricas e a indústria automobilística seriam os grandes motores desse crescimento.

O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, regiões ricas em minerais como nióbio e fosfato, além de possuírem polos universitários e industriais, estão no centro deste debate sobre soberania econômica. O desenvolvimento dessa cadeia produtiva exige, contudo, avanços em segurança jurídica, infraestrutura logística e qualificação profissional para transformar o potencial do subsolo em riqueza social e tecnológica.

Com informações de Regionalzão.