Produtores de café investem em monitoramento tecnológico para combater crimes no campo

Cafeicultores mineiros estão intensificando o investimento em sistemas de monitoramento e tecnologia para proteger a produção durante a safra 2026. A preocupação com furtos de café e equipamentos tem levado proprietários rurais a instalarem câmeras de última geração, incluindo dispositivos com leitura de placas de veículos e alertas em tempo real. A medida visa suprir a sensação de insegurança, mesmo com a redução estatística de crimes em áreas rurais registrada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Em diversas regiões produtoras, grupos de agricultores têm rateado custos que ultrapassam R$ 140 mil em infraestrutura de vigilância. O sistema de 'cercamento digital' permite que qualquer movimentação suspeita em estradas de acesso às fazendas seja comunicada instantaneamente às forças de segurança. A estratégia busca coibir tanto a ação de quadrilhas especializadas, que visam grandes cargas e maquinários, quanto os crimes de oportunidade, onde o café é levado diretamente dos pés ou secadores.
A expectativa de uma safra recorde em Minas Gerais, projetada em mais de 33 milhões de sacas, aumenta o alerta do setor. O maior volume de grãos armazenados nas propriedades torna o campo um alvo mais atrativo economicamente. Por isso, a rede de proteção tem sido reforçada com a participação ativa dos produtores em grupos de mensagens integrados com a Patrulha Rural e delegacias especializadas.
Autoridades de segurança recomendam que, além do investimento em tecnologia, os produtores adotem medidas preventivas básicas, como o fortalecimento da comunicação entre vizinhos e a verificação criteriosa na contratação de trabalhadores temporários. A integração entre as câmeras privadas e o sistema da Polícia Militar tem sido fundamental para a identificação de veículos envolvidos em sinistros, agilizando a resposta das forças de segurança estaduais. Com informações de G1 Minas Gerais.



