Setor produtivo alerta para riscos econômicos do fim da escala 6x1 em Minas Gerais

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou uma campanha nacional manifestando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1. O setor produtivo, representado também por federações regionais que atuam no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, defende que a votação não ocorra de forma acelerada no Senado Federal, especialmente em um período que antecede processos eleitorais.
Segundo as entidades, a imposição de uma mudança rígida na jornada de trabalho pode agravar a situação de empresas que já lidam com juros altos e crédito restrito. A CNC argumenta que mais de 90% da mão de obra do setor terciário atua sob o regime de seis dias de trabalho para um de descanso, e que uma alteração abrupta elevaria os custos operacionais, impactando diretamente o preço final ao consumidor e a inflação.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressaltou que a medida coloca em risco a estabilidade de micro e pequenas empresas, fundamentais para a economia mineira. A defesa do setor é que a readequação das jornadas continue sendo tratada via convenções coletivas, respeitando as particularidades de cada região e segmento econômico, em vez de uma imposição constitucional uniforme.
A mobilização busca sensibilizar os parlamentares sobre a necessidade de um debate técnico profundo. O setor terciário afirma que não é contrário ao bem-estar do trabalhador, mas que o momento econômico exige cautela para evitar a retração de vagas formais e o aumento da informalidade. Com informações de Gazeta do Pontal.



