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Uberaba lidera ranking de Minas Gerais em moradores afetados por desastres naturais

·há 1h·Uberaba, MG
Uberaba lidera ranking de Minas Gerais em moradores afetados por desastres naturais
Uberaba lidera ranking de Minas Gerais em moradores afetados por desastres naturais

Um levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) aponta que Uberaba é a cidade mineira com o maior número de pessoas impactadas por desastres naturais na última década. Entre 2015 e 2025, aproximadamente 339 mil moradores foram atingidos por eventos climáticos extremos. O número coloca o município à frente de cidades como Januária e Minas Novas no ranking estadual de vulnerabilidade.

Embora o estudo contemple chuvas intensas, enxurradas e incêndios florestais, o principal fator de impacto na região é a estiagem severa. De acordo com o Atlas Digital de Desastres no Brasil, mais de 337 mil pessoas sofreram as consequências da seca no período analisado. Especialistas apontam que a dependência excessiva do Rio Uberaba e a falta de diversificação nos pontos de captação agravam a crise hídrica durante os meses de seca.

Estatísticas mostram que a infraestrutura de abastecimento não acompanhou o crescimento populacional da cidade. Geógrafos defendem a necessidade urgente de sistemas complementares, sugerindo a captação no Rio Grande como alternativa para períodos de estresse hidrológico. Em comparação, cidades vizinhas como Uberlândia já utilizam múltiplos pontos de captação, o que garante maior segurança no fornecimento de água.

Nos últimos anos, a Prefeitura de Uberaba precisou decretar situação de emergência em diversas ocasiões devido à baixa vazão dos mananciais e ao calor extremo. Episódios de veranico e os efeitos do fenômeno El Niño também contribuíram para prejuízos na agricultura e multas por desperdício de água tratada. Em 2026, no entanto, a Codau informou que o cenário é mais estável e que medidas drásticas de contingenciamento ainda não foram necessárias.

Em nota, a administração municipal destacou a criação do Comitê de Efeitos Climáticos para integrar políticas de segurança hídrica. O foco das ações atuais está na prevenção e adaptação às mudanças climáticas, buscando reduzir a vulnerabilidade da população diante de eventos extremos que se tornaram recorrentes no Triângulo Mineiro.

Com informações de G1 Triângulo Mineiro.