Vereadores de Uberlândia divergem sobre legalidade de ocupação de terra do movimento MTL

Os vereadores Dr. Igino (PT) e Queijinho (PSDB) protagonizaram um debate intenso sobre a ocupação de terras realizada pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) em Uberlândia. A divergência central do debate gira em torno da legalidade da ação e da própria titularidade da área ocupada na Fazenda Bom Jardim, evidenciando o conflito de visões sobre a reforma agrária no município.
Dr. Igino defendeu a legitimidade da ocupação, associando o ato à denúncia de irregularidades fundiárias e à luta por moradia digna. Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir o assentamento de 300 famílias e a possível criação de um novo bairro, semelhante ao Glória, com capacidade para milhares de lotes. O vereador também criticou a falta de posicionamento de colegas frente a incidentes ocorridos durante a ação.
Em contrapartida, o vereador Queijinho classificou a ocupação como totalmente ilegal, afirmando que a propriedade pertence a um produtor rural particular e é uma área produtiva. O parlamentar elogiou a intervenção da Polícia Militar e defendeu a retirada imediata dos ocupantes via decisão judicial, argumentando que invasões não podem ser toleradas como método de reivindicação.
A disputa também envolve a documentação da terra. Enquanto Igino citou o Banco Master, Queijinho e notas oficiais do movimento apontam que a área estaria vinculada ao Fundo de Investimento Imobiliário Bacuri. O impasse segue sem consenso político, refletindo a polarização sobre o uso do solo e direitos de propriedade na maior cidade do Triângulo Mineiro.
Com informações de Regionalzão.



