Nova geopolítica mundial desafia competitividade do agronegócio em Minas Gerais

O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário global onde a geopolítica e o protecionismo ditam o ritmo das exportações. As crescentes disputas comerciais entre potências como Estados Unidos e China, somadas às exigências rigorosas da União Europeia, têm impactado diretamente o fluxo de mercadorias e a rentabilidade do produtor rural brasileiro.
Segundo análise da Faemg, barreiras regulatórias e tarifárias estão sendo utilizadas como instrumentos de pressão. Enquanto os EUA aplicam a Seção 301 para sobretaxar produtos, a Europa endurece critérios ambientais e sanitários que, muitas vezes, funcionam como barreiras comerciais invisíveis aos produtos mineiros e brasileiros.
A China, destino fundamental para a carne bovina do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, também adota mecanismos de proteção, como a previsão de sobretaxas para 2026. Esse cenário exige que o Brasil adote uma diplomacia comercial técnica e pragmática, focada em manter o acesso a mercados estratégicos independentemente de ideologias.
Em Minas Gerais, os efeitos já são sentidos em cadeias específicas, como a produção de mel, que perdeu cotas de exportação para o mercado europeu. A liderança do setor alerta que restrições internas ou externas que reduzam a renda no campo comprometem investimentos futuros em tecnologia e produtividade.
Para o setor produtivo regional, o desafio imediato é conciliar a eficiência produtiva com a comprovação de sustentabilidade e rastreabilidade exigidas globalmente. O fortalecimento do Mercosul e a defesa de cotas mais justas são apontados como caminhos necessários para preservar o crescimento econômico do estado.
Com informações de Gazeta do Pontal.



